
Você sabe como os tecidos são feitos? 7 curiosidades sobre o universo têxtil
Os tecidos fazem parte do nosso dia a dia de inúmeras formas. Estão nos sofás, poltronas, cortinas, almofadas e em diversos elementos da decoração. Mas você já parou para pensar em como os tecidos são feitos? Antes de chegar ao resultado que conhecemos, fios e fibras passam por diferentes processos. A escolha da matéria-prima, a […]
Os tecidos fazem parte do nosso dia a dia de inúmeras formas. Estão nos sofás, poltronas, cortinas, almofadas e em diversos elementos da decoração. Mas você já parou para pensar em como os tecidos são feitos?
Antes de chegar ao resultado que conhecemos, fios e fibras passam por diferentes processos. A escolha da matéria-prima, a forma como os fios são organizados, a trama, o urdume, a tecelagem e os acabamentos podem influenciar características como textura, resistência, aparência e caimento.
Conhecer esses detalhes ajuda não apenas a entender melhor o universo têxtil, mas também a identificar as características que diferenciam um tecido de outro.
Confira 7 curiosidades sobre os tecidos e descubra o que existe por trás de sua fabricação.
1. Trama e urdume formam a estrutura de muitos tecidos
Dois termos importantes para entender como um tecido é feito são trama e urdume.
O urdume corresponde ao conjunto de fios posicionados longitudinalmente no tear. Eles ficam paralelos e tensionados durante o processo de tecelagem, formando uma espécie de estrutura para a construção do tecido.
A trama, por sua vez, é formada pelos fios que atravessam o urdume transversalmente, passando entre eles.
É justamente o entrelaçamento entre trama e urdume que dá origem a muitos dos chamados tecidos planos.
Essa construção pode variar bastante de um material para outro. No Jacquard, por exemplo, o cruzamento dos fios pode ser utilizado para formar desenhos e padronagens diretamente no tecido. Para conhecer melhor esse e outros materiais, veja também o conteúdo da Wiler sobre diferentes tipos de tecidos para sofá.
2. Nem todo tecido é produzido da mesma maneira
Quando pensamos em tecido, é comum imaginar que todos passam pelo mesmo processo de fabricação. Porém, existem diferentes métodos de construção.
Nos tecidos planos, trama e urdume são entrelaçados no tear. Já as malhas são construídas a partir da formação de laçadas com os fios.
Essa diferença estrutural ajuda a explicar por que determinados materiais apresentam comportamentos diferentes em relação à elasticidade, ao caimento e à resistência.
Por isso, além da composição, entender a construção também pode ser importante na hora de escolher o material mais adequado para cada projeto.
Quem está buscando um material para revestir móveis, por exemplo, pode conhecer os diferentes tecidos para sofá e estofados da Wiler.
3. A fibra é o ponto de partida de muitos tecidos
Antes do tecido, existem as fibras têxteis.
Elas são a matéria-prima utilizada na produção dos fios e podem ter diferentes origens. Entre as fibras naturais estão matérias-primas como algodão e linho. Já outras fibras utilizadas pela indústria têxtil passam por diferentes processos de transformação até chegar aos fios.
Essas fibras são transformadas em fios que, posteriormente, podem ser utilizados nos processos de tecelagem ou malharia.
A escolha das fibras e suas combinações também contribuem para determinar características importantes do produto final.
Um bom exemplo é o linho, que pode ser encontrado em diferentes composições. Se quiser se aprofundar no assunto, conheça as diferenças entre tecidos de linho natural, misto e sintético no blog da Wiler.
4. O entrelaçamento dos fios pode mudar as características do tecido
Trama e urdume podem parecer apenas fios cruzados, mas a forma como esse cruzamento acontece faz diferença.
Existem diferentes estruturas de entrelaçamento, conhecidas no universo têxtil como ligamentos.
Ao modificar a maneira como os fios passam uns pelos outros, é possível obter tecidos com aparências, texturas e propriedades distintas.
Essa característica fica especialmente evidente em materiais nos quais a própria trama se torna parte importante do aspecto visual.
Os tecidos rústicos, por exemplo, podem apresentar texturas e tramas marcantes, trazendo mais personalidade para sofás, poltronas, cadeiras e outros elementos da decoração.
5. Gramatura e espessura não são a mesma coisa
Essa é uma dúvida comum quando o assunto são as características dos tecidos.
A gramatura do tecido indica sua massa em relação a determinada área e costuma ser expressa em gramas por metro quadrado (g/m²).
Já a espessura está relacionada à distância entre as superfícies do material.
Embora essas características possam estar relacionadas em alguns casos, elas não significam exatamente a mesma coisa. Um tecido com gramatura elevada não necessariamente terá uma espessura proporcionalmente maior.
Além disso, resistência também não deve ser avaliada apenas pela espessura. A estrutura dos fios e a construção do material têm papel importante nesse aspecto.
No blog da Wiler, você pode conferir também um guia sobre tecidos resistentes para estofados e entender outros fatores que devem ser considerados na escolha.
6. O caimento depende de diferentes fatores
Por que alguns tecidos apresentam um movimento mais fluido enquanto outros mantêm uma estrutura mais firme?
O caimento do tecido não depende de apenas uma característica.
Composição, tipo de fibra, construção, espessura, gramatura, densidade dos fios e acabamento podem contribuir para o comportamento do material.
Por isso, observar apenas o nome ou a composição de um tecido pode não ser suficiente para compreender completamente como ele se comportará em determinado projeto.
Essa diferença fica ainda mais importante quando pensamos na aplicação. Um tecido escolhido para revestir um sofá pode exigir características diferentes daquele utilizado em uma cortina.
Para projetos desse tipo, também é possível conhecer as opções de tecidos para cortina disponíveis na Wiler.
7. O tecido ainda pode passar por diferentes acabamentos
A fabricação não termina necessariamente quando os fios são transformados em tecido.
Depois da tecelagem ou da formação da malha, o material pode passar por processos adicionais que alteram sua aparência, textura ou outras características.
Tingimento, estamparia e diferentes tipos de acabamento são alguns exemplos.
Há ainda tecidos desenvolvidos para aplicações que exigem características específicas, como maior facilidade de limpeza ou resistência à umidade. Para estofados, por exemplo, uma das possibilidades são os tecidos impermeabilizados.
Essas etapas e tecnologias ajudam a explicar a grande variedade de cores, superfícies, texturas e funcionalidades encontradas atualmente no mercado têxtil.
Da fibra ao tecido: um universo de possibilidades
Entender como os tecidos são feitos mostra que existe muito mais por trás de cada material do que aquilo que enxergamos na superfície.
Fibras se transformam em fios; fios podem formar trama e urdume; diferentes formas de entrelaçamento criam novas estruturas; e acabamentos ajudam a definir o resultado final.
Conhecer conceitos como tecelagem, fibras têxteis, gramatura, composição e caimento também facilita a compreensão das diferenças entre os materiais e pode ajudar na escolha do tecido mais adequado para cada projeto.
E se você quiser continuar descobrindo esse universo, confira outros conteúdos sobre tecidos no blog da Wiler ou conheça a variedade de tecidos para sofá e decoração disponível no site da Wiler.



